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E-Ambiental promove ressocialização de detentos em Juiz de Fora

Todo ano um novo modelo de celular é lançado. A cada dia que passa, é mais comum ver um drone ao olhar para o céu; e a procura por fones de ouvido e baterias virou parte da rotina de muitas pessoas. De fato, o consumo de aparelhos eletrônicos aumentou consideravelmente na última década, mas para onde vai todo esse material após o fim do seu uso? Esse foi o questionamento que levou Thiago Cunha a fundar a E-ambiental seis anos atrás. A empresa é a única na região da Zona da Mata Mineira focada na reciclagem de eletrônicos e, além do trabalho sustentável, a equipe aposta em projetos sociais voltados para educação ambiental e ressocialização de detentos.

Além de coletar resíduos em Juiz de Fora e região, a empresa também atua no Rio de Janeiro. Apenas na Zona da Mata Mineira são coletadas dez toneladas de recicláveis por mês. “A solução que eu encontrei para essa questão foi trabalhar junto com a população, eu percebi que as empresas trabalham mais entre si, mas ninguém tinha acesso a reciclagem de resíduo eletrônico. Então, comecei a criar dinâmicas de educação ambiental para a população, mostrando qual o perigo e o problema do descarte incorreto de lixo eletrônico e através disso começamos a captar o material em Juiz de Fora”, explica Thiago.

 

 

O empresário acredita que a transformação deve ser feita por meio da oportunidade. Foi assim que aconteceu com ele, depois de se formar em um curso técnico em eletrônica e começar a trabalhar com manutenção de aparelhos tecnológicos. A partir daí, ele enxergou um mercado na reutilização desse material. Por isso, há três anos, Thiago emprega detentos da unidade prisional de Juiz de Fora que colaboram na triagem dos recicláveis que chegam na empresa. Em contrapartida, os acautelados recebem um terço do salário mínimo e, a cada três dias trabalhados, um é reduzido na pena.

“O índice de ressocialização no país é muito baixo, faltam políticas públicas e incentivos governamentais. Quando começamos, pouquíssimas empresas em Juiz de Fora empregavam detentos, existia um preconceito muito grande e ainda tem. Mas depois que começamos, várias outras empresas viram que dá certo, dar uma oportunidade para mudar a vida deles, e esse movimento cresceu”, conta o proprietário da E-ambiental.

Mais de 400 pessoas já foram impactadas pelo projeto, e, segundo Thiago, a maioria delas não retornou ao presídio após o cumprimento da pena, alguns foram contratados pela própria E-ambiental no final do processo, enquanto os demais conseguiram emprego em outras empresas por meio da experiência adquirida na reciclagem. “Nós tentamos trabalhar para que eles não voltem para o sistema, que está superlotado, oferecendo oportunidade de emprego, porque na maioria das vezes as pessoas voltam para o crime porque não tiveram oportunidade de emprego e especialização.”

Educação ambiental nas escolas

Outro trabalho social desenvolvido pela empresa é levar educação ambiental para escolas públicas e privadas da cidade. As atividades funcionam da seguinte maneira: os colégios disputam gincanas entre si e quem coletar a maior quantide de lixo eletrônico ganha uma sala de computador ou um valor em dinheiro. O computador é reciclado pela empresa, que monta aparelhos novos com peças que não estavam obsoletas. Dos materiais que chegam no galpão, cerca de 95% não tem como serem usados com a finalidade que foram criados, no entanto, podem dar vida a novos materiais através da reciclagem.

Na primeira gincana, os alunos abraçaram a ideia, se engajaram e conseguiram arrecadar mais de 10 toneladas de lixo eletrônico. Além da brincadeira, a equipe da E-ambiental também oferece palestras de conscientização sobre a importância da reciclagem para as crianças. “Acredito que a educação ambiental começa junto com as crianças, se plantarmos uma semente nelas o nosso futuro será melhor.” Já foram entregues mais de 30 salas de computadores para escolas de Juiz de Fora e comunidades que não têm acesso à internet.

Confira os pontos de coleta:

A E-ambiental conta com vários ecopontos espalhados pela cidade, incluindo lixeiras nos supermercados Bahamas e a busca em casa através do disque coleta pelo número (32) 98870-5022. Entre os materiais coletados estão aparelhos eletroeletrônicos em geral (modems, TVs, DVDs, sons, celulares, etc); aparelhos de refrigeração residencial, comercial e industrial; cabos e condutores elétricos; sucata ferrosa ou não ferrosa; computadores e periféricos (notebooks, tablets, computadores, monitores, etc); e eletrodomésticos em geral (geladeiras, liquidificadores, processadores, ventiladores, lavadoras).

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